
A Virada Feminina divulgou uma nota de repúdio aos ataques direcionados à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que, segundo a entidade, utilizariam uma tragédia pessoal e familiar como instrumento para sustentar acusações no contexto do debate eleitoral.
Na manifestação, a organização afirma que questionar decisões de governo, cobrar resultados e divergir de uma gestão fazem parte do processo democrático. Para a entidade, entretanto, a exploração do luto e de aspectos da vida pessoal de uma mulher como ferramenta de disputa política ultrapassa os limites do debate público.
A Virada Feminina cita a Lei nº 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher. A legislação define como violência política de gênero ações destinadas a impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos das mulheres, inclusive por meio de menosprezo ou discriminação em razão da condição feminina.
Segundo a entidade, a legislação também prevê punições para a divulgação de fatos ou conteúdos que atinjam candidatas ou mulheres detentoras de mandato eletivo com o objetivo de menosprezá-las ou discriminá-las em razão do gênero.
Entidade defende medidas legais
Na nota, a Virada Feminina afirma que ataques que utilizam a dor pessoal de uma mulher como instrumento eleitoral devem ser tratados dentro do debate sobre violência política de gênero.
A organização também declara apoio às medidas que possam ser adotadas perante a Justiça Eleitoral e demais instâncias competentes, além de se colocar à disposição para contribuir com iniciativas de enfrentamento à violência política contra mulheres.
Para a entidade, esse tipo de prática não afeta apenas a mulher diretamente envolvida, mas também pode criar obstáculos para a participação feminina na política.
“O confronto de ideias fortalece o debate público. A humilhação e a exploração do luto o degradam”, afirma a nota.
Ao final da manifestação, a Virada Feminina reafirma seu apoio às mulheres que ocupam espaços de decisão, independentemente de partido político ou posicionamento ideológico.
A íntegra da nota foi divulgada pela entidade em suas redes sociais.
Fonte: Redes Sociais Virada Feminina do Amazonas
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