
O governo dos Estados Unidos divulgou, nesta quinta-feira (27), novas informações sobre Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, suspeito de atirar e deixar dois soldados da Guarda Nacional gravemente feridos perto da Casa Branca, em Washington D.C., na tarde de quarta-feira (26).
Segundo o Departamento de Segurança Interna, Lakanwal é um cidadão afegão que entrou nos EUA em 2021, após a retirada das tropas americanas do Afeganistão. Ele teria atuado como colaborador do Exército norte-americano e da Agência Central de Inteligência (CIA) em Kandahar, região estratégica no sul do país.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou que o suspeito integrava uma “força parceira” da agência no Afeganistão, mas afirmou que o vínculo terminou após a evacuação das tropas em 2021. Lakanwal solicitou asilo em 2024, ainda durante o governo Joe Biden, e teve o pedido aprovado em 2025, já na gestão Donald Trump.
Ataque considerado “direcionado”
O ataque ocorreu na estação de metrô Farragut West, a poucas quadras da residência presidencial. De acordo com autoridades locais, o atirador emboscou os dois militares, disparou contra eles e acabou detido por outros membros da Guarda Nacional que estavam na área.
Os soldados baleados permanecem em estado crítico. A prefeita da capital, Muriel Bowser, classificou o episódio como um ataque “direcionado”.
Reação do governo Trump
O presidente Donald Trump confirmou que Lakanwal chegou ao país em setembro de 2021 e disse que o caso fará sua gestão “reavaliar” todos os afegãos que entraram nos EUA após a retirada americana. Ele chamou o ato de “terrorismo” e afirmou que o suspeito “pagará caro”.
O FBI reforçou que ainda não há informações sobre as motivações do ataque.
Mais tropas nas ruas
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o envio de 500 militares adicionais para reforçar a segurança em Washington D.C., elevando para mais de 2.500 o número de agentes da Guarda Nacional destacados à capital.
Em resposta ao caso, o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) suspendeu temporariamente todos os pedidos de imigração feitos por cidadãos afegãos até uma nova revisão de protocolos.
Reprodução
Deixe um comentário