Um homem de 26 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Amazonas na última segunda-feira (1º/12), suspeito de agredir e matar um cão ao arremessá-lo violentamente no chão na madrugada de domingo (30/11), no município de Borba, interior do Amazonas. O crime, registrado por câmeras de segurança, causou grande comoção entre moradores e acelerou a resposta policial.

Segundo o delegado Jorge Arcanjo, responsável pelo caso, a equipe da Delegacia Interativa de Borba conseguiu localizar o suspeito pouco após a circulação das imagens.
“A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 26 anos, suspeito de agredir brutalmente um cachorro, causando a morte do animal”, afirmou.

A prisão evitou que o suspeito fugisse, já que o vídeo ganhou ampla repercussão no município.

Histórico criminal e indícios de transtornos mentais

A investigação revelou que o homem já havia sido preso no ano anterior por importunação sexual. Além disso, há indícios de que ele enfrenta problemas psiquiátricos. A mãe do suspeito apresentou medicamentos que ele deveria estar tomando, mas que estavam sendo negligenciados.

Relatórios do CAPS indicam que o homem sofre de alucinações, e ele próprio declarou não se lembrar dos fatos. A polícia também registrou informações sobre o uso frequente de substâncias ilícitas, como crack, maconha e cocaína.

Diante do histórico de violência e do comportamento instável, o delegado representou pela transferência do suspeito para Manaus e pela realização de uma perícia de sanidade mental.

Arcanjo demonstrou preocupação com o risco que o suspeito representa à comunidade:
“O próximo passo pode ser com uma criança, um idoso, uma pessoa na rua, até porque ele agiu na madrugada”, alertou.

Família pede justiça

A família do animal afirma que espera que o caso seja analisado de forma integral pelo sistema de justiça, considerando a periculosidade do agressor. Eles defendem que, caso seja constatada inimputabilidade, o homem seja submetido a medida de segurança adequada, e não liberado sem acompanhamento.

A Polícia Civil ressaltou que o suspeito permanecerá à disposição da Justiça para as devidas providências legais.

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