A entrega de uma escultura chinesa ao Brasil durante a COP 30, realizada em Belém (PA), tem gerado intenso debate nas redes sociais. A obra, intitulada “Espírito Guardião Dragão-Onça”, foi apresentada no último domingo (16) como um símbolo de proteção das florestas.

Criada pela artista chinesa Hung Jian, a estátua em bronze une duas figuras de grande representatividade cultural:

O dragão, símbolo chinês de sorte, riqueza e renovação;

A onça, um dos animais mais emblemáticos da fauna amazônica e ícone de força e resistência no Brasil.


Segundo representantes chineses, a união entre os dois seres mitológicos e naturais representa a cooperação entre China e Brasil na proteção ambiental e no combate ao desmatamento.

A peça foi entregue oficialmente em uma cerimônia na praça da Bandeira, em Belém, e está associada à proposta de criação do Prêmio Dragão-Pantera Guardião, que pretende homenagear instituições e personalidades que se destacam na defesa da floresta.

Apesar do tom simbólico e da mensagem de parceria, a escultura rapidamente se tornou alvo de críticas, principalmente de grupos religiosos nas redes sociais. Comentários pedindo para “devolver o presente” e afirmando que “o Brasil é do Senhor Jesus” se espalharam, dando início a um debate sobre símbolos culturais, influência estrangeira e interpretações religiosas.

A obra segue exposta no local e integra parte das ações de integração entre delegações estrangeiras durante a COP 30.

Reprodução: Internet

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