
O senador Eduardo Braga (MDB/AM), relator da medida provisória 1304/2025, afirmou que, se alguns vetos forem aplicados à MP, o “trem volta para o trilho” e o setor elétrico terá mais segurança jurídica. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (5/11), em evento promovido pelo Poder 360, em parceria com a Eneva.
Braga não detalhou quais pontos precisariam ser vetados. Ele já havia criticado uma emenda aglutinativa aprovada pela Câmara, que assegurava ressarcimento por cortes de geração eólica e solar, por trazer “ônus desnecessário ao sistema”. Em seu relatório, o senador limitava o reembolso apenas a casos de desequilíbrio elétrico, deixando de indenizar energia desperdiçada por falta de demanda, considerada “risco do gerador”.
“O povo brasileiro precisa saber quais são os interesses de um lobby terrível. Eu não sou contra a geração distribuída, mas contra a falta de planejamento e desorganização do sistema”, afirmou Braga.
Gás natural e energia firme para data centers
O senador também defendeu a diversificação de fontes para atender data centers, incluindo gás natural. Ele ressaltou que esses empreendimentos necessitam de energia firme 24 horas por dia e que o Brasil precisa combinar renováveis com armazenamento ou hidrelétricas com reservatórios para reduzir os impactos do curtailment e da rampa de pico de consumo.
Segundo Braga, sem armazenamento, a energia despachada será a mais cara do mundo, e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), atualmente em R$ 55 bilhões, pode chegar a R$ 70 bilhões em 2027.
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