A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), deflagrou nesta quarta-feira (22/10) a Operação Bonomia, que resultou na prisão preventiva de um homem de 21 anos e na apreensão de um adolescente de 17 anos, suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de uma jovem de 15 anos. O crime ocorreu no dia 28 de setembro, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.

Em coletiva, a delegada Mayara Magna detalhou que a vítima conheceu o homem de 21 anos por redes sociais e marcou um encontro, sem imaginar que haveria outros envolvidos.

“O termo ‘Bonomia’, que dá nome à operação, significa alguém ingênuo ou sem malícia. Inicialmente, ela acreditava que estaria a sós com ele, mas no local havia outros quatro indivíduos, incluindo o adolescente, que morava na residência”, explicou a delegada.

Segundo Mayara, os suspeitos ofereceram bebida alcoólica à vítima e, aproveitando sua vulnerabilidade, consumaram o abuso sexual.

“A vítima relatou que não queria manter relações sexuais e que foi agredida fisicamente. Ela chegou a ficar inconsciente e, ao recuperar os sentidos, conseguiu voltar para casa, sangrando bastante”, acrescentou.

Após o crime, a adolescente procurou um familiar e denunciou o caso à Depca. A polícia identificou os suspeitos por meio de vídeos fornecidos pela vítima.

“As investigações revelaram que o homem de 21 anos premeditou o crime. Cumprimos mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro Nova Cidade, e realizamos a prisão preventiva”, disse Mayara Magna.

O adolescente de 17 anos foi apreendido na manhã desta quarta-feira em sua residência, no bairro Flores, local onde o crime também ocorreu.

“As investigações seguem para localizar os outros três envolvidos. A Operação Bonomia terá desdobramentos. Reforçamos nosso compromisso em proteger crianças e adolescentes e punir criminosos sexuais”, finalizou a delegada.

Procedimentos legais

O homem responderá por estupro de vulnerável e ficará à disposição da Justiça. O adolescente responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime e ficará sob a responsabilidade do Ministério Público do Amazonas (MPAM).



FOTO: Erlon Rodrigues/PC-AM

Deixe um comentário