
O professor Everson, que lecionava para Marinilson, aluno acusado do homicídio de duas crianças indígenas na Aldeia Castanhal, em Barreirinha (AM), manifestou-se profundamente abalado com a situação.
Em suas palavras, Everson descreveu Marinilson como “o aluno que todo professor gostaria de ter: comunicativo, participativo, questionador e com notas excelentes. Era, para mim, um aluno nota 10.” O professor destacou a dificuldade de conciliar a imagem do estudante com os atos hediondos que ele agora enfrenta.
Everson contextualizou que esta tragédia não surgiu isoladamente. Segundo ele, a família do jovem enfrentou perdas severas nos últimos anos: em 2023, a irmã de Marinilson cometeu suicídio; em 2024, seu pai foi brutalmente assassinado; e, em 2025, ocorreu a morte das duas crianças indígenas. “É evidente que a saúde mental do Marinilson vinha sendo severamente corroída por essas sucessivas tragédias”, afirmou o docente.
O professor ressaltou que, embora nada justifique a violência, a situação evidencia a necessidade de atenção à saúde mental em comunidades vulneráveis. Ele também fez um apelo às autoridades locais, destacando pontos como:
Segurança: fiscalizar a entrada de drogas e bebidas alcoólicas em áreas indígenas;
Saúde mental: oferecer apoio psicossocial contínuo e culturalmente sensível;
Educação e proteção: fortalecer as escolas como espaços de acolhimento, garantindo suporte efetivo sem sobrecarregar os professores.
Everson finalizou sua mensagem com solidariedade às famílias e comunidades atingidas, destacando que a dor dessas crianças e o desespero do jovem devem servir como um alerta para mudanças urgentes e efetivas.

Reflexão
Deixe um comentário