O senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou a operação da Polícia Federal realizada na Calha do Rio Madeira, em municípios como Humaitá e Manicoré, que resultou na destruição de garimpos e embarcações. Para o parlamentar, a ação foi marcada por “pirotecnia” e prejudicou famílias que dependem do extrativismo para sobreviver.

“Nenhum traficante foi preso”

Durante reunião na Comissão de Infraestrutura do Senado, Aziz afirmou que a operação teria sido desproporcional e sem resultados concretos contra o crime organizado.

> “Foram lá, tocaram fogo, disseram que era narcotráfico e não prenderam ninguém. Só destruíram, poluíram e prejudicaram pessoas que muitas vezes moram nessas embarcações porque não têm casa”, disse.



O senador questionou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre os alvos da ação.

> “Quando você fala em bitola de seis polegadas, é extrativismo; quando fala em 30, 40 polegadas, é outra coisa. Eu quero saber quem foi o traficante preso nessa operação. Não houve nenhum.”



Falta de regulamentação agrava o problema

Aziz também destacou que a ausência de regras claras para o garimpo de pequena escala deixa milhares de famílias em situação de insegurança. Segundo ele, projetos que poderiam regulamentar a atividade estão parados há mais de 15 anos no Congresso.

> “Se houvesse regulamentação, o ouro ficaria no Brasil, comercializado pela Caixa Econômica, e não seria escoado ilegalmente para Colômbia, Venezuela e outros países.”



Defesa dos extrativistas

O senador concluiu cobrando que a PF direcione esforços aos verdadeiros criminosos, sem criminalizar famílias ribeirinhas.

> “Não aceitamos que pessoas humildes, trabalhadoras, sejam tratadas como narcotraficantes. Se existem criminosos, que sejam presos. O que não podemos aceitar é destruir embarcações e atacar quem depende do extrativismo para viver.”

Divulgação

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