Um adolescente autista, estudante da Escola Estadual Ruth Prestes, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, foi vítima de importunação sexual por colegas de sala, segundo denúncia feita pelos pais ao Site Imediato.

O caso, que envolve toques indevidos nos órgãos genitais do jovem, gerou revolta na família, que cobra providências da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM) e da gestão da escola.

Até o momento, nenhuma medida concreta foi adotada, e o adolescente, abalado psicologicamente, deixou de frequentar as aulas.

Segundo os pais, o jovem chegou em casa chorando e se trancou no quarto após o episódio. No dia seguinte, recusou-se a retornar à escola, relatando que um colega o havia aliciado e tocado indevidamente.

“Ele ficou sem ação, tremendo, e foi até a sala do gestor para denunciar, mas nada foi feito”, contou a mãe.

Mesmo após 30 dias, a direção não apresentou respostas. Em um segundo incidente, o adolescente foi novamente confrontado pelos agressores, desta vez na presença do gestor, o que agravou o trauma.

A família também acusa a escola de tentar abafar o caso. “Ele estava acuado, chorando, desesperado. A secretária tentou tomar o celular dele para evitar que nos avisasse”, relataram os pais.

A situação culminou em uma discussão registrada em vídeo, no qual os responsáveis confrontaram o gestor. “Meu filho é autista, e a gestão não fez nada. Ele está sendo humilhado”, desabafou a mãe, exigindo providências.

Os pais registraram boletim de ocorrência e aguardam resposta da Seduc-AM, além de uma investigação policial sobre possíveis outros casos de assédio na instituição.

“Não é só o meu filho. Outras crianças podem estar sendo aliciadas nessa escola. Queremos justiça”, afirmou a mãe, indignada.

Divulgação

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