A Justiça confirmou, nesta quarta-feira (20/08), que o assassinato de Fernando Vilaça, de 17 anos, foi motivado por homofobia. O adolescente foi espancado até a morte no dia 5 de julho deste ano, no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste de Manaus.

Dois primos, de 16 e 17 anos, foram responsabilizados pelo ato infracional análogo a homicídio e receberam a sentença máxima prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): três anos de internação.

De acordo com o advogado da família, Alexandre Torres Jr., a decisão representa “um mínimo conforto” diante da perda irreparável e simboliza a concretização de um pedido de justiça que vinha sendo feito desde o início do processo.

Fernando foi atacado após reagir a insultos homofóbicos. A violência resultou em traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e edema cerebral. Apesar de ter sido socorrido em estado grave, não resistiu e morreu no mesmo dia.

O caso gerou comoção e repercussão nacional, mobilizando familiares, amigos e movimentos sociais que exigiam o reconhecimento da motivação homofóbica. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) conduziu as investigações que levaram à identificação e responsabilização dos agressores.

Para a família de Fernando, a decisão judicial não apenas reconhece a gravidade do crime, mas também reforça a necessidade de combater a violência motivada por preconceito. Organizações da sociedade civil destacam que o caso se torna um marco no enfrentamento à homofobia na região amazônica.

Divulgação

Deixe um comentário