O prefeito de Manaus, David Almeida, coordenou, nesta semana, uma megaoperação logística na Amazônia para garantir o abastecimento da merenda escolar e o envio de equipamentos a 48 escolas ribeirinhas, localizadas nos rios Negro e Amazonas. A ação assegura alimentação completa por 30 dias para estudantes da zona rural da capital e envolve o envio de mais de 29 toneladas de alimentos, sendo considerada uma das maiores operações logísticas da educação pública no país.
A operação foi realizada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), com transporte fluvial em dois grandes eixos. Na terça-feira, 6 de janeiro, foi enviada a balsa destinada ao rio Negro, que atenderá 29 escolas. Já nesta quarta-feira, 7 de janeiro, o prefeito acompanhou o carregamento e a saída da balsa com destino ao rio Amazonas, responsável pelo abastecimento de 19 escolas ribeirinhas. O calendário escolar da zona rural ocorre em período diferenciado em razão da vazante dos rios.
Durante o acompanhamento da operação, o prefeito destacou a dimensão do trabalho e o compromisso da gestão com a educação ribeirinha. “São 29 escolas no rio Negro e 19 no rio Amazonas, o que mostra o tamanho da nossa logística. Esse carregamento garante alimentação por 30 dias para as escolas da zona ribeirinha de Manaus. Essas crianças recebem café da manhã, almoço e merenda à tarde. Investir na alimentação escolar melhora a frequência, o aprendizado e os índices educacionais”, afirmou David Almeida.
Para as escolas do rio Negro, foram enviadas 19 toneladas de alimentos, sendo 13 toneladas de itens básicos e 6 toneladas de produtos congelados, como arroz, feijão, açúcar, aveia, café, biscoitos, leite em pó, macarrão, milho em flocos, óleo, temperos, além de proteínas como carne bovina, frango, peixe (tambaqui) e polpas de frutas.
Já para o rio Amazonas, a operação contempla 10 toneladas de alimentos, sendo 7 toneladas de itens básicos e 3 toneladas de produtos congelados, mantendo o mesmo padrão nutricional adotado nas escolas da zona urbana.
O prefeito reforçou que os alunos da zona ribeirinha recebem o mesmo padrão de alimentação oferecido nas escolas urbanas. “O que é servido na zona urbana também é servido na zona rural: arroz, feijão, proteína, frutas e legumes. A alimentação é completa e de qualidade, porque criança bem alimentada aprende mais e aprende melhor”, destacou.
David Almeida também ressaltou o crescimento expressivo do investimento municipal na alimentação escolar. Segundo ele, o valor passou de R$ 47 milhões no início da gestão para R$ 117 milhões no ano passado, com previsão de alcançar R$ 130 milhões neste ano. O prefeito destacou ainda os avanços estruturais nas escolas da zona rural, com cerca de 80% das unidades reformadas ou reconstruídas, além da substituição gradual de escolas de madeira por prédios de alvenaria climatizados.
A megaoperação envolve uma logística integrada que mobiliza cerca de 300 profissionais, desde o centro de distribuição até a entrega final nas comunidades ribeirinhas. As balsas percorrem longas distâncias e podem levar até quatro dias para chegar às escolas mais afastadas.
Durante a ação, o prefeito anunciou estudos para a implantação de energia solar nas escolas da zona rural, reduzindo custos operacionais e garantindo energia limpa e contínua. Atualmente, muitas unidades dependem de geradores movidos a diesel.
O secretário municipal de Educação, Junior Mar, destacou que a logística educacional de Manaus é uma das mais complexas do país e já se tornou referência nacional e internacional, despertando o interesse de órgãos como o Ministério da Educação, Unicef e representantes de países da América Latina e do Caribe.
Com o envio antecipado dos alimentos, a Prefeitura de Manaus garante o início do ano letivo na zona rural com segurança alimentar assegurada, reforçando o compromisso da gestão municipal com a educação pública de qualidade e a redução das desigualdades.


Texto: Emanuelle Baires / Semcom-Prefeito
Fotos: Clóvis Miranda / Semcom e Mário Oliveira / Semed
Fonte: Prefeitura de Manaus

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