A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou a oferta do contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel na rede municipal de saúde. Neste primeiro momento, o atendimento será prioritário para adolescentes a partir de 14 anos e mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Para a implantação do novo serviço, o Ministério da Saúde encaminhou 7.760 unidades do implante subdérmico, que serão utilizadas na rede municipal. Inicialmente, nove Unidades de Saúde da Família (USF) foram preparadas pela Semsa para a inserção do método, após capacitação de profissionais médicos.
A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, enfermeira Lúcia Freitas, explica que a primeira remessa do contraceptivo atende públicos considerados mais vulneráveis, como pessoas em situação de rua, indígenas, migrantes, mulheres vivendo com HIV em uso do medicamento Dolutegravir, homens trans, entre outros.
Segundo a enfermeira, a oferta do implante subdérmico reforça as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) no planejamento familiar e na prevenção da gravidez não intencional, com efetividade superior a 99%. “O implante é um método contraceptivo reversível de longa duração, com eficácia de até três anos, podendo ser retirado a qualquer momento caso a mulher deseje engravidar”, destacou.
A expectativa da Semsa é que a ampliação do acesso ao contraceptivo contribua para a redução da mortalidade materna, fetal e infantil, especialmente em casos de gravidez não planejada. “Para adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade, a gravidez não intencional representa um risco ainda maior, muitas vezes associado à falta de apoio, dificuldade de acesso aos serviços de saúde ou contextos de violência urbana, doméstica e sexual”, explicou Lúcia Freitas.
A enfermeira ressalta ainda que, por se tratar de um método de longa duração e alta eficácia, o implante subdérmico proporciona maior autonomia à mulher na decisão sobre o momento de engravidar.
Fluxo de atendimento
O implante subdérmico está disponível em nove unidades de saúde, localizadas nas zonas urbana e rural de Manaus. Na zona Sul, o serviço é ofertado na USF Dr. José Rayol dos Santos, na avenida Constantino Nery, s/n, bairro Flores. Na zona Oeste, o atendimento ocorre nas USFs Silvio Santos, no bairro Compensa; Adalgiza Barbosa de Lima, no Lírio do Vale; e no Ambulatório de Planejamento Reprodutivo da Maternidade Moura Tapajóz, na avenida Brasil, bairro Compensa.
Na zona rural, o atendimento é realizado na Unidade de Saúde Pau-Rosa, no assentamento Tarumã-Mirim. Já na zona Leste, o serviço está disponível nas USFs José Avelino Pereira, no bairro Jorge Teixeira, e Amazonas Palhano, no bairro São José. Na zona Norte, as unidades Armando Mendes, no conjunto Manôa, e Professor Carlson Gracie, no bairro Nova Cidade, realizam o atendimento.
As pessoas interessadas devem procurar uma das unidades de saúde para consulta médica. No caso das adolescentes, é necessário o acompanhamento de um responsável legal.
Por se tratar de um método hormonal, o implante subdérmico possui contraindicações absolutas e relativas, que serão avaliadas pelo médico durante a consulta. Entre as contraindicações absolutas estão casos de câncer de mama, outras neoplasias sensíveis a hormônios sexuais e gravidez. Situações como lúpus, hipersensibilidade ao princípio ativo e sangramento genital irregular exigem avaliação individualizada.
A Semsa informou que planeja ampliar a oferta do serviço, com nova capacitação de médicos prevista para o mês de março. Além do implante subdérmico, a rede municipal segue ofertando DIU em 44 unidades de saúde, métodos contraceptivos orais e injetáveis em todas as unidades, além da distribuição de preservativos.


Texto: Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos: Divulgação / Semsa
Fonte: Prefeitura de Manaus

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