
Manaus encerrou o ano de 2025 com uma redução significativa no número de mortes causadas por acidentes de trânsito. Dados divulgados pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) apontam queda de 20,71% nas vítimas fatais em comparação com 2024, resultado atribuído ao reforço das ações de fiscalização, engenharia viária e educação no trânsito promovidas pela Prefeitura de Manaus.
Ao longo do ano passado, foram contabilizadas 245 mortes no trânsito da capital, contra 309 registros no ano anterior — o que representa 64 vidas preservadas. O levantamento considera ocorrências em corredores viários considerados críticos e locais com histórico de acidentes graves.
De acordo com o diretor-presidente do IMMU, Arnaldo Flores, o resultado reflete um planejamento estratégico focado na presença constante dos agentes de trânsito e em intervenções estruturais. Segundo ele, a combinação entre sinalização reforçada, engenharia de tráfego e fiscalização direcionada foi decisiva para a redução dos índices.
Outro fator apontado pelo instituto é o uso de radares eletrônicos, que passaram a atuar de forma mais intensiva no controle de velocidade em vias de grande fluxo. O monitoramento contribuiu para a redução de excessos e para a mudança no comportamento dos condutores, especialmente em áreas urbanas com maior risco de colisões e atropelamentos.
O relatório também destaca a queda expressiva nas mortes envolvendo motociclistas, grupo considerado o mais vulnerável no trânsito da capital. Os óbitos passaram de 158 em 2024 para 116 em 2025, uma redução de 26,58%. Já os atropelamentos tiveram queda de 7,25%, com 77 registros no último ano, contra 83 no período anterior.
Segundo o IMMU, os avanços são resultado de ações integradas, como fiscalizações específicas para motocicletas e veículos pesados em horários de pico, programas educativos em escolas e comunidades, além da revitalização da sinalização horizontal e vertical em vias estratégicas.
O instituto reforça que a redução dos acidentes depende também do compromisso dos condutores e pedestres, destacando o respeito aos limites de velocidade e às normas de trânsito como fatores essenciais para manter a tendência de queda nos próximos anos.


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